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Publicado em 19 de Nov de 2005 às 14:23

Áudio e vídeo nos padrões (SMIL)

Há 2 meses fiz uma “busca de preguiçoso” por informações que me explicassem qual a melhor forma de servir conteúdo multimídia num website, claro preocupado com os padrões. Meu foco no caso era vídeo, fiquei imaginando usuários de diferentes plataformas e navegadores brigando com esse banho de plugins proprietários para vídeo na web como o Windows Media Player, Quick Time, Real Player, Flash. Não sei se foi a preguiça, falta de tempo ou mesmo a falta de conteúdo em português que me fez correr para uma lista de discussão e jogar a questão para os colegas. As respostas foram poucas e no final disseram que a W3C não tinha nada tratando de áudio e vídeo na web ainda. Pensei comigo e meus botões: Só pode ter alguma coisa errada aí. E tinha. E passei todo esse tempo empurrando o assunto com a barriga até que ontem achei um link com informações em inglês do ótimo ALA inclusive o artigo tem links sobre o assunto no site da W3C.
A W3C realmente não defende nem o *.flv, nem o *.wmv, nem *.mov, nem nenhum formato proprietário de vídeo para a web, mas sim uma forma de deixar esse vídeo mais acessível independente do seu formato.
O pulo do gato está no padrão SMIL (pronuncia-se como “smile”). Ela é uma linguagem baseada no HTML que trabalha junto com tecnologias de vídeo já usadas como o Quick Time, por exemplo. SMIL transforma vídeo em conteúdo textual acessível para leitores de tela e consequentemente uma festa para que buscadores como o Google que vão indexar muito melhor esse conteúdo multimídia e trazer os visitantes para esse áudio ou vídeo.
Claro, variando um pouco, a Microsoft vem de encontro a essa padronização tentando impor a sua versão, a SAMI. Os plugins Real Player e Quick Time já suportam o SMIL.

Um exemplo da síntese do código SMIL:

<smil>
  <head>
    <layout>
      <region id="a" top="5" />
    </layout>
  </head>
  <body>
    <text region="a" src="text.html" dur="10s" />
  </body>
</smil>

Abaixo segue mais alguns links sobre SMIL:

Uma coisa é certa, a web pode estar sendo descoberta como plataforma rica agora com a chamada web2.0, mas não importa o quão multimídia e ricas fiquem as aplicações web, mais importante e evidente é o fato que a essência da web é e sempre vai ser texto.

Você é Desenvolvedor ou Designer?
Leia o blog do VTEX Lab, núcleo de inovação para ecommerce da VTEX. Também escrevo por lá. :)

  • Concordo plenamente, com uma ressalva, uma imagem valem mais que mil palavras…
    Não podemos esquecer disso…
    Simples, em vez de escrever hahahahaha eu apenas coloca isso :D e vc entende…

  • Uma imagem vale mais que mil palavras mas também uma imagem vale mais que mil vezes banda, mas que mil tecnologias diferentes e mais que mil incompatibilidades. Claro que não estou falando da imagem em si, mas do conteúdo multimidia. Em tempos de Linux ficava muito desapontado em entrar em sites de video streaming e não ter suporte para ve-lo pois não usava o WMP ou o QuickTime :( Texto é texto, acessível a tudo e a todos, isso não pode mudar, pelo menos eu prefiro que não mude. :D

    Espero que um dia tenha um padrão a se seguir, que tudo fosse harmoniozamente compatível, aí sim valeria a pena toda essa tecnologia :D

  • Pootz cara, bem que eu queria estar migrando para o WP… mas como vc deve saber é preciso instalar e configurar um monte de coisas, inclusive banco de dados e PHP (e eu não entendo lufas disso).
    O Neto Cury me mandou um convite do WP.com, é bom e tal, mas não permite instalação de plug-ins e nem alteração do layout, então foi descartado…
    Mas um dia eu ainda migrarei para o todo poderoso WP :)

  • Heric Dehon

    Bem… se uma imagem valesse mais que mil palavras não precisaríamos afirmar isso usando palavras. Essa foi só uma provocação de brincadeira sobre os comentários. :)))

    Mas o que queria mesmo dizer aqui é que não entendo que a essência da web seja o texto. A informação verbal é o alicerce da nossa sociedade. Porém, a essência da web é, na verdade, a convergência de mídias: informação verbal (texto), áudio e vídeo.

    Ah! Entrei no site pelo WordPress. Muito legal. Parabéns pela iniciativa.

  • Marcos F Souza

    A verdadeira essência da internet é a comunicação. A medida que novas tecnologias vão surgindo e satisfazendo essa essência, a internet vai incorporando-as. Ainda há muito o que crescer para ampliar a comunicação entre as pessoas ao seu limite.
    No entanto, sendo essa a sua essência, não se pode excluir as pessoas de se comunicarem apenas porque não têm o plugin ou o navegador ou o sistema adequado.
    Outra, das muitas essências que compõe a essência da comunicação na internet é a da liberdade e a do direito igual a todos.
    Assim, os padrões textuais são fundamentais, por exemplo, para os deficientes visuais, cegos ou de baixa acuidade, para pessoas com máquinas basicamente textuais, para sistemas de busca e de indexação de dados, e outros.
    A luta por padrões é fundamental e a busca pelo maior número de formas de expressão é um direito de todos e um dever de nós que fazemos a internet.
    Devemos oferecer o máximo de possibilidades da forma mais acessível possível de modo a atender o maior número possível de pessoas. Lembrando-se sempre que a forma de apresentação da mensagem pode não mudar seu conteúdo, mas pode mudar seu enfoque. Não fosse assim, porque tantos leriam livros de filmes já vistos ou veriam filmes de livros já lidos?
    Abandonar uma forma de comunicação em detrimento de outra é abrir mão da própria liberdade de se ver as coisas por pontos de vista diferentes.
    A diversidade é a força da humanidade.

Sobre

Nascido em 1984 é Desenvolvedor Web autodidata desde 2002. Hoje especialista em Design da Informação pela UFPE é Designer na equipe de UX no VTEX Lab (núcleo de inovação para ecommerce), da VTEX.

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