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Publicado em 24 de Feb de 2006 às 23:11

Carnaval! Amor e ódio.

Se você odeia essa época não se sinta sozinho, mas talvez eu odeie de forma diferente. Na verdade eu gostava, depois eu comecei a odiar de todo o coração, depois acabei gostando de novo e esse ano eu estou odiando mais uma vez, mas não pelo motivo de antes.
Quando eu era criança o carnaval pra mim era a época de ver meu avô fazer bombas de água com canos de PVC, cabos de vassoura e solados de havaianas velhas. Eu adorava tanto a brincadeira quanto admirava a capacidade dele de construir aquilo. O engraçado é que quando a gente aprende a fazer as coisas é bem nessa hora que elas perdem a graça. Assim que aprendi como fazer aquelas chamadas “bombinhas d’água” eu comecei a odiar tudo que envolvesse carnaval, desde dancinha da boca da garrafa (na época era estourado) até desfile de escola de samba na TV e trios elétricos. E acabei virando um ET na família e entre os amigos, seria eu gay por não gostar de ver as mulatas rebolando não na frente, mas encima das câmeras? O tempo se encarregou de dizer que não era nada disso, eu só não agüentava tudo aquilo. Toda aquela exposição, se o povo era tão bonito por que não apareciam assim no resto do ano? Por que as músicas eram tão iguais e sem conteúdo, chegando a ser sem nexo? Por que o nordeste só era considerado da ponta sul até a ponta norte da Bahia? Enfim, o ódio ao carnaval durou a long, long time até o ano passado.

Mas o fim do ódio começou em 2004. Nesse ano passei um dos melhores carnavais da minha vida: dormindo, comendo, lendo e vendo TV sozinho em casa enquanto os outros viajavam ou se divertiam por perto. Sorte minha que a TV local passava uns flashes muito bons do carnaval de rua de Olinda. Todo intervalo, acho que era no “Temperatura Máxima”, eu morria de rir com as figuras encontradas e ficava de boca aberta com a energia que aquela multidão passava pela TV. Então naquele carnaval eu descobri que no Recife, aqui mesmo pertinho, o carnaval não era com trio elétrico, escola de samba e melhor, tinha atrações pra lá de diversificadas, todas as tribos mesmo. Pelo menos era o que parecia. Só então eu descobri que na capital do meu próprio estado estava a chave para o que poderia ser o carnaval perfeito, ou seja pra todo mundo, todo mundo mesmo. Em 2005 lá estava eu, com mais dois amigos (um não está na foto), para descobrir se era verdade e naquele ano eu descobri o grande porquê do carnaval, o segredo é esse: Recife/Olinda. Olinda é cultura e energia pra todo lado e Recife tem as melhores atrações em qualquer que seja o pólo que você escolha no centro da cidade. Quem diria, eu amando o carnaval!
Mas agora o ódio voltou, porque eu acabei de alugar 6 filmes e ao chegar em casa vou organizar um programa de estudos, porque graças a falta de dinheiro meu carnaval esse ano vai ser regado filmes e muito estudos porque uma coisa é certa: quarta ou quinta-feira o ano finalmente começa!
ps.: feed continua com problemas e eu não faço idéia do que é.

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Leia o blog do VTEX Lab, núcleo de inovação para ecommerce da VTEX. Também escrevo por lá. :)

  • Eu naum vou comentar nada. Voce nem levou em considera;ao minha presenca no xou de Ludov, Otto e Mombojó.

  • @Nana: Hahahahaha… Na verdade eu falei deles dois porque foi no sentido de quem tava la comigo o tempo inteiro desde a hora da comida até a de dormir.
    Não vem, não. :P

Sobre

Nascido em 1984 é Desenvolvedor Web autodidata desde 2002. Hoje especialista em Design da Informação pela UFPE é Designer na equipe de UX no VTEX Lab (núcleo de inovação para ecommerce), da VTEX.

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