Não fui eu, esse é o título de um artigo interessantíssimo que acabei de ler.
Hoje, à distância, o Orkut se mostra a mim algo como um emblema reducionista. Ainda que eu reconheça o que ele me ofereceu quanto ao resgate da minha história – amigos de infância e adolescência fragmentados em lembranças; a volta de pessoas queridas, mas distanciadas – entendi que a brincadeira foi transformada em exercícios de vaidade esquizofrênica.
Keid Sammour
IDG Now!
Posso não concordar com um monte de coisa que ele falou no artigo, mas pra mim nesse trecho o Keid foi muito feliz.
Já pensei várias vezes em fazer o mesmo que o dito. A chuva de spam no scrap, pessoas que eu nem sei quem são demostrando e mastigando o carinho como se ele fosse tão precioso quanto chiclete, outras que falam comigo no scrap e quando me encontram fazem de conta que não me vêm, a busca insessante por popularidade de pessoas com distúrbios notórios de afeto que não sabem dar valor a uma única amizade verdadeira, às vezes trocando a por dois profiles lotados de “friends”. Mas para mim o Orkut ainda é útil, as pessoas que valem a pena ainda pesam muito mais do que os detalhes mal cheirosos, além dele ser um dos poucos divertimentos que ainda me surpreendem na internet.
Neto Cury em 21 de Sep de 2005 às 05:40 disse:
Eu já cometi orkutcídio uma vez e acabei voltando, pois mesmo achando aquilo um lixo, me dei conta que é um mal necessário.
Pois a parte interessante da coisa toda é justamente o encontro de gente com quem você estudou e mal se lembrava…
Isso é bom, nos faz lembrar do que vivemos, e por mais que a ferramenta seja inútil, só pelo motivo citado acima,a cho que já vale a pena.
Tiago Celestino .Blog Serviços Google que utilizo - parte 1 em 28 de May de 2008 às 23:34 disse:
[...] pensei em deletar minha conta por lá (orkuticidio), mas como ainda muito dos meus amigos não utilizam email para contato, então ainda preciso [...]