Pular links da navegação e ir direto para o conteúdo

Publicado em 17 de Oct de 2007 às 14:16

Cuidado ao dizer que é especialista

Não “se especialize”, principalmente se o título for de cunho comercial. Está acontecendo em Recife um movimento interessante de ser assistido na área de profissionais Web e comunicação. Alguns colegas criaram um curso para formar o que eles chamam de FEED – Front End Engineer & Designer e eu brinco chamando de Engenheiro de frente e fim. É o cara que sabe montar interfaces de aplicações Web seguindo os padrões da W3C e usando Javascript para melhorar a experiência do usuário.

Há mais ou menos 2 anos os browsers pararam de inventar suas regras e para o bem de todos começaram a seguir bem o padrão de CSS2 e se comportar igual para quase todas as funções do Javascript. Os conceitos de webstandards começaram a fazer sentido nas empresas lá fora, não demorou muito a fazer por aqui e hoje isso tudo virou curso, claro. Aqui em Recife esse curso forma um exército de FEEDs gritando para o mundo os valores dos padrões Web. Isso é ruim? Não! Isso é muito bom.

O ruim é fazer um curso desses e sair por aí se auto-intitulando um FEED, dizendo que é especializado em codificar páginas e dizendo que seu filho vai ser FEED quando crescer. É bem provável que o mercado vá dizer: “Front o que?” Tem a mesma relevância de colocar no currículo: Rich Media Application Engineer. E essa história de Rich Media todo mundo sabe que é um título criado para vender ferramentas em palestras. Há necessidade de bons codificadores no mercado? Sim e como! Mas pensando bem, um profissional Web que se especializa só em códigos do frente e fim não é um profissional incompleto?

Engenheiro de frente e fim é só um exemplo

Há quem seja bom em Photoshop e desenhe as melhores interfaces do mundo, mas se ele não souber como aquilo vai influenciar no PHP ou HTML e CSS final da página ele é um profissional web completo? Há outros que são bons pra caramba na programação em PHP, Java, Ruby… Mas se esses caras não sabem que as tags de imagens de uma galeria precisam estar fechadas e com um texto alternativo para cada uma, eles são profissionais web completos? E o cara que se especializa em Arquitetura da informação, acessibilidade e usabilidade e ignora totalmente as questões de projeto, ou mesmo o bom e velho HTML e Javascript?

Não é preciso ser absolutamente ótimo em tudo, mas é trivial que o profissional da Web num mercado tão novo e mutante tenha essa visão geral das coisas. E pare com o costume de pensar só no momento e dizer que é “Engenheiro Programador de Fatias do novo aplicativo comprado por aquela multinacional“… Olho no mercado, olho no todo, olho no futuro!

Você é Desenvolvedor ou Designer?
Leia o blog do VTEX Lab, núcleo de inovação para ecommerce da VTEX. Também escrevo por lá. :)

  • por Muniz
  • Web

  • Legal mesmo é o cara que é especialista em tanta coisa que eu me pergunto se ele realmente sae alguma dessas coisas mais a fundo. Parece um restaurante que tem aqui perto de casa que é ESPECIALIZADO em comida grega, chinesa e mexicana. Vai entender….

  • Defendo o lado de que devemos nos especializar em determinada função, mas nunca abrir mão de conhecimentos em outras áreas, até porque isso não faz sentido.

    Trabalhando numa agência grande, por exemplo, onde há uma “linha de produção”, na qual são realizados vários estágios para desenvolvimento do projeto, se você ficar por fora do que acontece em cada etapa, sai perdendo.

    Mas também não podemos querer saber de tudo, por isso o melhor é focar pra ser bom naquilo do que “mais ou menos” em tudo :)

  • Falou tudo agora hem!!!! Estava pensando sobre isso mesmo ontem e hoje, é o que mais acontece hoje em dia!!!

  • Jurava que feeds era o que alimentava o meu google reader.

  • olá,

    fazer o curso não significa ser um especialista, na verdade é o inicio de tudo. sem duvida é importante saber um pouco mais das outras áreas, é o diferencial de fato. quanto ao movimento feed, creio que não seja, ate porque lá fora não é movimento/modinha e sim especialidade (link) e como a web/TIC é universal, é válido dizer Front End Engineer.

    http://hotjobs.yahoo.com/jobseeker/jobsearch/search_results.html?keywords_all=front end&industry1=&ulm_input1=&metro_area=1&search=Search&country1=USA

  • @abelardo
    Não falei do fato de fazer o curso caracterizar como especialista ou não, nem usei o termo modinha. O problema que aponto no texto é de profissionais que se dizem especialistas em certas coisas esquecendo totalmente que na web tudo depende de tudo, como você mesmo falou: é universal.

    Encarar como especialidade é exatamente onde eu queria chegar com o texto. Não duvido da importância desse profissional no mercado, se eu duvidasse estaria indo contra tudo que prego aqui no blog há 3 anos quando discuti webstandards. Não tenho nada contra o curso, até estimulei muitos que estavam em dúvida se faziam ou não. Releia o texto e veja que eu poderia ter usado qualquer outro exemplo no lugar do Front End Engineer. :)

    Sobre a tradução do termo em inglês, foi só uma brincadeira mesmo que começou na sala de aula e chegou no encontro de AI que aconteceu no CESAR com o Robson Santos, dali se espalhou.

  • apenas adicionei algo seguindo a linha do post. quando eu digo que, feed não é apenas fazer o curso ou pega um layout e fazer a interface, coincide com o que você fala no post, pos tem finalizador se achando feed por ae hehehe e feed/especialista é muita mais, visto os requisitos do link que passei.

    quanto ao garoto bombril (faz tudo), a algum tempo, era show fazer o atendimento, design e criar a interface, você ficava com o credito e $$ =), mais hoje é complicado, principalmente em grandes agências onde a cobrança por qualidade é muito maior. entao quem é especialista e sabe mais, sem duvida tem o diferencial =) .

    frente fim? nada contra, brincadeiras são bem vindas =)

    flw cara, t !

  • Olha só… um post! :D

  • Puts! Folou e disse, pô!

    Concordo com várias coisas que você escreveu, porém, acho que tudo é questão de dom. Claro que é sempre ótimo saber um pouquinho de tudo, mas se o cara não tem aptidão para isso ou aquilo, não adianta insistir. Eu sou um desses casos. Trabalho desenvolvendo sites há mais de dez anos, sou capaz de elaborar um projeto completo em poucas horas, consigo fazer um site do layout à publicação em 3 dias, mas, meu véio, não me mande programar em ASP, PHP, Java ou seja lá o que for, por eu não consigo. Não tenho o dom. Faço algumas coisas em AS e olhe lá.

    Preferi sempre não me “especializar” em nada, afinal, o mercado em que vivi me exigia isso. Os tempos mudaram e hoje tento aproveitar os conhecimentos que adiquiri não me “especializando” para tentar seguir como Gesto de Projetos e trabalhar com usabilidade/acessibilidade. Tô até tentando criar um grupo de estudo sobre o tema, o InfUsa.

    Sobre o curso de Front-end. Na Faculdade Marista, onde estudo, está sendo fechada a segunda turma e no dia 20 serão iniciadas as aulas. Realmente não adianta o cara achar que vai sair expert pq ele não vai, porém, é válido levarmos em conta que tem muita gente “craque” participando e adiquirindo conhecimentos que, mesmo os que já tem certa experiência no mercado, não possuem.

    O curso de Front-end da Faculdade Marista está abrindo portas para profissionais que concluem o curso e brevemente estará exportando outros profissionais para países como Canadá e EUA.

    É isso! Forte abraço.

  • Olha, eu acho que todo mundo tem que ter FOCO, sem dúvida.

    Mas é importante ele ter uma noção do que está a volta dele, por exemplo, eu sou o programador, como implantar um sistema de looping, se eu não sei XHTML?

    Hoje eu trabalho exclsuivamente para códigos, mas entendo consideravelmente bem de usabilidade, ai e acessibilidade, porque até mensagens de erro que gero, tento ser claro e deixa-lo visivel por exemplo.

    Então focar no que gosta é essencial, mas entender o que o mercado pede, entender as coisas que está a sua volta não faz mal para ninguem :)

    Só não pode querr ser especialista em Photoshop, Tableless, Dreamweaver, ASP.NET, JavaScript, Java, Arquitetura da Informação e etc e sair atirando para todos os lados :)

    Abraços

  • Fala Rodrigo, eu pensava sobre isso um dia desses. Descobri o termo Front End Engineer a pouco tempo atrás e o achei muito providencial, algo que realmente demonstra alta especialização. E isso pode ser positivo ou negativo, depende do contexto no qual estamos inseridos ou queremos nos inserir.

    Por aqui o termo é uma grande novidade mas lá fora já é algo realmente sólido, uma realidade. Bastar olhar essa lista de oportunidades para Front End Engineers, cadastradas no Yahoo! Hotjobs.

    Acho que algo “nocivo” é a idéia de considerar esse tipo de profissional apenas como um profudo conhecedor das principais linguagens client side. É necessário ir muito além disso, existem outros conhecimentos que precisam estar presentes na formação desse tipo de profissional.

    Front End Engineers já são uma realidade lá fora, aqui estamos dando os primeiros passos apenas.

  • botou, quente. coloca esses viadinhos no lugar deles, que eles tão se achando. principalmente esse abelardo, que é um clone de diego hypólito.

  • este ely eh um tremendo de um viadinho, discordo completamente, nao sabe de nada e sai falando besteira.

  • Pingback: » Resposta aos ataques da lista frontend-br » Rodrigo Muniz ()

  • Eu sou profissional web “Dedicado” e não “Especializado” em Joomla!
    Pois é troquei especializado por dedicado, por se amanhã o Joomla deixar de existir (o que eu espero que não aconteça) ainda assim continuarei sendo um profissional web. Troquei para dedicado por que não faço mais sites fora do CMS Joomla e me dedico a isso nos últimos 2 anos.

    Ótimo post esse.