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Publicado em 2 de Abr de 2007 às 11:31

Governo, inclusão digital e arquitetura da informação

Estava no ônibus indo pra faculdade correndo para terminar o livro Ergodesign e Arquitetura de Informação (resenha em breve) para seguir a leitura de outro antes da semana de provas na faculdade e me deparo com um capítulo muito interessante intitulado Governo eletrônico e transparência do Estado. No texto Luiz Agner trata rapidamente do impacto direto do acesso a informação nos governos, tanto democráticos quanto totalitários e toca num ponto pouco discutido: a responsabilidade do arquiteto da informação na inclusão digital.

E-Brasil… il… il…

Aqui no Brasil é comum ver três perfis de sites governamentais:

  1. O mal arquitetado que todo mundo aprende a usar na marra por pura necessidade. Um exemplo é o site da Receita Federal que é um verdadeiro desafio para qualquer usuário, onde até os formulários mais simples não conseguem ser intuitivos. Não deixa de ser um desafio também para um Arquiteto da Informação.
  2. Outro é o mal arquitetado do qual as pessoas só aproveitam dois ou três serviços específicos. Exemplo são os sites de DETRANs de todo o país que o usuário só usa pesquisa por multas, informações de auto-escolas e exemplos de provas de avaliação para tirar habilitação.
  3. E por último aquele mal arquitetado onde ninguém consegue achar nada, e quase todos eles são assim. O próprio portal federal e seu índice em ordem alfabética com cara de glossário é um exemplo de má AI.

Há solução para esse emaranhado de informação e burocracia?

Acho que falta os responsáveis pelos sites do governo aprenderem as diferenças de um website institucional e uma intranet com seus termos e objetivos específicos. Está faltando também o foco no usuário, no povo. Assim como o Agner prega no livro, falta levar o usuário para dentro do projeto e estudar suas necessidades antes de colocar um site no ar.

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5 Respostas para “Governo, inclusão digital e arquitetura da informação”

  1. Carlos Eduardo em 2 de Abr de 2007 às 15:00 disse:

    Concordo plenamente!

    Os sites do governo mais parecem portais de intranet do que algo aberto ao público…

    Ah, esse livro vale a pena comprar? É interessante mesmo?

  2. Muniz em 2 de Abr de 2007 às 15:06 disse:

    Vale sim Carlos,
    Acho que o próximo post será a resenha daí eu vou falar as impressões sobre o livro.

  3. Rafael Dourado em 3 de Abr de 2007 às 02:01 disse:

    Até nisso brasileiro sofre. Não sei o que é pior, a cara de pau de quem faz uma porcaria dessas ou a falta de interesse de quem aprova. Custa tanto assim estudar e fazer algo que preste? Nesse país parece que tudo é “frescura”. Pra que um site que preste, uma alimentação que preste, uma educação que preste? Bota de qualquer jeito que detalhe é “frescura”.
    Como é que se faz para pelo menos mudar um site desses? Entupindo a caixa de e-mail com reclamações? Invadir o site e colocar imagens de protesto? Se gritar parece que ninguém escuta, o que fazer?

  4. Neto Cury em 3 de Abr de 2007 às 20:32 disse:

    Ah rodrigo pára! Ou você esqueceu que os websites que você citou são mantidos por funcionários públicos :lol:
    Abração

  5. kadu em 7 de Abr de 2007 às 22:07 disse:

    Talvez o Brasil.Gov pudesse aprender algo com o SãoPaulo.Gov. Devido ao trabalho utilizo muito os sites sp.gov.br e nunca tive dificuldades em navegar, por exemplo, pelo saopaulo.sp.gov.br o principal portal.

    Os responsáveis pelo sp.gov.br ao menos são organizados, existe tanto o WebDay e o CQGP, que já me ajudaram muito :)

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