Pular links da navegação e ir direto para o conteúdo

Publicado em 22 de Oct de 2007 às 15:09

Resposta aos ataques da lista frontend-br

Eu relutei muito ates de trazer essa discussão pro blog, não queria sujar o meu conteúdo com esse tipo de coisa e nem dar corda já que acho isso tudo sem lógica nenhuma e que não vai levar a nada porque as atitudes já falaram por si. Porém depois de enviar uma resposta em pvt e não obter resposta e ficar sabendo do desconforto gerado na lista vou tornar público o e-mail que enviei para o Berg, dono da lista frontend-br e coordenador do curso de Front End aqui em Recife, para que todos tenham a oportunidade de ler a minha reação assim como leram a do criador da lista.

Primeiro vai o tópico dele nomeado de “A já conhecida síndrome da corda caranguejo”:

Em resposta a:

[Ele inseriu a transcrição do texto: Cuidado ao dizer que é especialista]

Prólogo:

Creio que todos vocês já ouviram falar da famosa “Síndrome da corda de caranguejo”, coisa que há tempos existe em nosso Pernambuco. Enquanto há alguns querendo subir, há sempre outros para “puxar para baixo”.

————————————————

Caros amigos,

Simplesmente porque tivemos acesso a um universo mais amplo ao tomar conhecimento do termo Front-End Engineer, proporcionado pelo projeto do Yahoo! junto a Pitang, e resolvemos compartilhar esse conhecimento com outros através do nosso humilde curso, fomos alvos de um texto de tamanha pequenez (a fonte pequena para o dito texto é claramente proposital), que caracteriza, ao meu ver, uma agressão gratuita e despropositada.

Portanto, faço questão de comentar alguns pontos.

—————————————-

“FEED – Front End Engineer & Designer e eu brinco chamando de Engenheiro de frente e fim.”

Não inventamos esse termo, ele já exisitia. Talvez tenhamos agregado a palavra Designer e transformado tudo em uma sigla. No entanto, que pecado há nisso? Não seria a primeira sigla da História.

“Não “se especialize”, principalmente se o título for de cunho comercial.”

Comercial, você fala do curso, do movimento, da lista, de quê? Se for do curso, saiba que o fazemos muito mais por paixão do que pelo dinheiro. É claro que ganhamos dinheiro com isso, mas não é tanto quanto os olhos grandes podem tentar enxergar.

“Aqui em Recife esse curso forma um exército de FEEDs gritando para o mundo os valores dos padrões Web.”

Engraçado, estamos em guerra? Isso soa como se os alunos passassem por algum tipo de lavagem cerebral e onde implantássemos algum tipo de mensagem subliminar nas pesssoas. Todos saem gritando FEED por aí como zumbis.

““Front o que?” Tem a mesma relevância de colocar no currículo: Rich Media Application Engineer. E essa história de Rich Media todo mundo sabe que é um título criado para vender ferramentas em palestras.”

O André Valongueiro providenciou a resposta por mim: “Por aqui o termo é uma grande novidade mas lá fora já é algo realmente sólido, uma realidade. Bastar olhar essa lista de oportunidades para Front End Engineers, cadastradas no Yahoo! Hotjobs.” Quem quiser, pode retirar ou deixar de colocar no currículo, eu vou continuar usando.

Não tenho nada contra o curso, até estimulei muitos que estavam em dúvida se faziam ou não. Releia o texto e veja que eu poderia ter usado qualquer outro exemplo no lugar do Front End Engineer. :)

O curioso é ter usado justamente esse. Está parecendo desculpa de Senador Alagoano.

————————————————–

Epílogo:

Curiosamente, o autor do texto faz parte desta lista. A pergunta que fica é: se ele pensa assim, o que ele faz aqui? Por isso, peço ao “nobre colega” que retire-se desta lista antes que eu pessoalmente o expulse. Vai procurar sua turma, rapaz. Quem sabe existe alguma lista do tipo [eu-odeio-termos-comerciais-bonitinhos] ou qualquer coisa parecida. Quem sabe você encontra seus pares por lá.

Atenciosamente,

Berg Brandt

Front-End Engineer & Designer – FEED
Yahoo! Canada

“Mais FEED do que nunca”

Depois de ficar sem entender essa reação medonha dele eu preferi esperar esfriar a cabeça pra poder responder em privado e não falar coisas da qual me arrependeria, até porque segundo alguns da lista eu não sei escrever. Minha resposta foi:

Berg,
Pelo perfil desse e-mail que você acaba de enviar tenho certeza que não vai adiantar, mas aqui vai a resposta em privado:

Meu objetivo com o texto não foi atacar ninguém nem o curso, nem muito menos derrubá-lo. Meu blog nem eu tenho poder pra isso.

Você pode não lembrar, mas EU estava interessado em fazer o curso até porque eu já conhecia o termo Front End Engineer dos vários blogs que assino e me identifiquei com pioneirismo. Conversei com os 3 pessoalmente no dia da primeira palestra que houve na Marista sobre só cursar a parte de Javascript. Eu não iria falar mal de uma coisa que me interessa (motivo de eu estar na lista é o interesse). Eu pelo menos não vejo lógica nisso. Se eu tivesse cursado e quisesse falar mal diretamente do curso, falaria abertamente lá no blog até porque quem paga domínio e hospedagem sou eu. Mas não é esse o caso.

Tudo que fiz foi comparar os tempos de cursos de Flash onde os alunos saíam achando que Flash era a salvação de suas vidas profissionais, alguns se deram bem, mas muitos focaram tanto na ferramenta e acabaram ficando pra trás. A minha sensação de deja vú aconteceu ao ver alguns saindo do curso de vocês considerando que ser um Front End Engineer era a salvação profissional assim como outros fizeram se dizendo Flash Developer. O que quis então com o texto foi abrir os olhos para falar exatamente o que falei: que a Web é muito mais que só Flash ou só codificação ou só UX e que o profissional precisa ter uma especialidade sem esquecer da universalidade da Web. Eu não falei de lavagem cerebral, não achei que precisava explicar que o uso do termo “movimento interessante” naquele contexto quer dizer “movimento bom” e lembrar que “exército de FEEDs” vem seguido de uma pergunta com a resposta dada.

Sempre que falo de alguma coisa daqui de Pernambuco sou mal interpretado, vide o texto do EDW que fui atacado nessa mesma lista. Parece que pensar em falar de coisas do mercado daqui já é uma problema que precisa ser resolvido e quando começam a ler já procuram o lado destrutivo do texto.

A brincadeira com a tradução do termo dava pistas do tom e do objetivo não destrutivo do mesmo. Você tirou as suas conclusões, se sentiu ofendido e atacou. O que a gente faz nessas situações é respeitar a liberdade dos outros e se geramos esse tipo de incômodo só nos resta pedir desculpas e se explicar; e ficam aqui registradas as minhas desculpas. Porém com o que acabei de ler no seu e-mail acho que não vou ser desculpado. Eu não lhe conheço pessoalmente e até me lamentava por isso por ter ouvido coisas boas do seu trabalho. Mas eu também tiro as minhas próprias conclusões e pelo seu tom agressivo e intolerante acho que nem valeria a pena fazer o curso, nem continuar na lista e nem ser desculpado.

Assim que enviei isso só para ele, saí da lista. Depois fui sendo informado por colegas dos resultados do texto dele lá. Um dos membros da lista respondeu dizendo quase que exatamente o que eu tinha dito no e-mail acima e outros preferiram continuar considerando o sentido das frases fora do contexto e me atacar das formas mais estranhas, inclusive o André Melo que já tinha me atacado anteriormente na mesma lista por causa de outro texto sobre o EWD voltou a fazê-lo e ainda perguntar o que eu tinha contra eles. Eu é que pergunto o que ele tem contra minha pessoa, já que a única vez que falei com ele foi exatamente via lista pra responder ao ataque sobre o texto já citado.

Aos que pensam que eu escrevi o texto com objetivo de gerar polêmica se enganam, porque eu não preciso disso pra “ganhar audiência”. É certo que eu não venho escrevendo muito por aqui, mas meus quase 700 leitores do feed não seriam desrespeitados com truques para ganhar audiência. Meu objetivo é discutir assunto relacionados à web sem preocupação com quantidade, contador de visitas é coisa dos anos 90.

Eu ainda fico pensando se realmente tivesse feito uma crítica ao curso ou a algum deles, essa atitude infantil se justificaria? A resposta é claramente não, se fosse realmente uma crítica era preciso saber recebê-la e só agredir o crítico se ele o agrediu.

É triste e difícil participar desse tipo de situação, mas “esse tipo de blogueiro” aqui vai continuar escrevendo sobre o mercado daqui do jeito que sempre escreveu e continuar enfrentando de frente essa sensibilidade à flor da pele inexplicável de alguns colegas conterrâneos, porém se o nível de discussão sempre for esse é melhor nem aparecer na minha “audiência”.

Você é Desenvolvedor ou Designer?
Leia o blog do VTEX Lab, núcleo de inovação para ecommerce da VTEX. Também escrevo por lá. :)

Comments are closed.

Comentários fechados para este texto.

Sobre

Nascido em 1984 é Desenvolvedor Web autodidata desde 2002. Hoje especialista em Design da Informação pela UFPE é Designer na equipe de UX no VTEX Lab (núcleo de inovação para ecommerce), da VTEX.

Saiba mais